A ingenuidade caminhava descalça, sem receio de pisar em algo que pudesse machucá-la. Seguia destilando amor a qualquer um que se aproximasse.
E ele chegou.
Bem de mansinho? Não. Veio como um furacão e, na emoção do bailar dos ventos, a envolveu, carregando-a para bem longe.
Longe de si mesma, tornou-se mais fácil manipulá-la, cegá-la com aquele amor que somente ela carregava dentro de si.
E ali se entregou, acreditou, sonhou.
Um amor demasiadamente grande, infinito, que, aos poucos, foi se desfazendo por inteiro.
Ainda assim, permaneceu, até cair por terra, esgotada de tanto oferecer, de tanto lutar.
A rosa se despedaçou lentamente, sem sequer perceber o quanto de si havia perdido.
Ela viu, mas não ouviu.
Acabou.
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