28 de junho de 2026

Para se ter paz, deve haver uma guerra.

Para se ter paz, deve haver uma guerra.

Deve nada.

Na guerra, ninguém ganha. Há desgaste, há feridas que até cicatrizam, mas as marcas permanecem, assim como as lembranças amargas. Ficam a mágoa, o desrespeito e as palavras duras, aquelas que nunca podem ser recolhidas.

Depois da guerra, dificilmente existe paz. O que sobra é o medo, a angústia e uma falsa sensação de vitória, capaz de iludir por algum tempo, mas incapaz de trazer felicidade.

Ao final, pode haver mais de um ferido. E talvez o pior deles seja aquele que, por fraqueza ou esperança, não fugiu do monstro que o arrastou para a guerra.

Porque, às vezes, a maior vitória não é vencer uma batalha, mas ter ido embora antes que ela começasse.