Deve nada.
Na guerra, ninguém ganha. Há desgaste, há feridas que até cicatrizam, mas as marcas permanecem, assim como as lembranças amargas. Ficam a mágoa, o desrespeito e as palavras duras, aquelas que nunca podem ser recolhidas.
Depois da guerra, dificilmente existe paz. O que sobra é o medo, a angústia e uma falsa sensação de vitória, capaz de iludir por algum tempo, mas incapaz de trazer felicidade.
Ao final, pode haver mais de um ferido. E talvez o pior deles seja aquele que, por fraqueza ou esperança, não fugiu do monstro que o arrastou para a guerra.
Porque, às vezes, a maior vitória não é vencer uma batalha, mas ter ido embora antes que ela começasse.