4 de maio de 2013

Uma imagem, 140 caracteres - 5ª edição



Aqui esta minha participação em Uma imagem, 140 caracteres - 5ª edição
Caso queira participar é só conferir aqui neste link.



Fico para trás, não por achar que não pertenço a este grupo, mas para avaliar os motivos 
que me levam a segui-los.


Esta semana estou devagar por quase ter quebrado meu dedo, é que o prensei em um tronco de arvore que estava arrumando em meu jardim, imagine a dor, sim foi enorme, quase perdi os sentidos, bom parece um pouco de frescura, mas é que a dor tremendamente horrível  mas já estou bem, sei que perderei a unha, ela ficou azul, roxa e negra. Ficou muito sinistro. Logo estarei fazendo minhas visitas aos blogs amigos.
Quero agradecer o carinho com que todos comentários ao texto da filhinha, fiquei muito feliz mesmo, ela esta radiante com os elogios. Agradecemos pelo carinho e palavras.

Aos amigos, parceiros e visitantes


Um fim de semana de muita alegria .
Beijos.


29 de abril de 2013

Texto da filhinha: O Pedido e a Segurança

Por: Ana Gabriela


Por onde andei enquanto estive fora da cama na madrugada anterior, me perguntavam naquela manhã de quarta-feira. Deixei as perguntas em branco, como se fossem retóricas, mas não propositalmente e sim pelo fato de não saber as respostas.
Eu sempre gostei de ouvir histórias sobre meu problema de sonambulismo, costumavam ser engraçadas e aquele dia ninguém tinha nada tão plausível a me contar. O pouco que podiam relatar-me era que por nenhum motivo que pudesse explicar Madame Lúcia acordou assustada e sentiu necessidade de me ver antes de voltar a se deitar, mas em meu quarto não me encontrou.

Pensou consigo que eu devia estar dormindo em pé em algum cômodo da casa, pôs-se a me procurar só que eu não estava em lugar algum, começou a me procurar em desespero por tudo, já me acharam escondida atrás dos móveis, mas não adiantou de nada.

Quando voltou para checar meu quarto eu estava deitada, aparentemente adormecida, a janela batia e o vento uivava agitando as cortinas. Até agora me pergunto por que eu teria aberto a janela?

(...)

Sentei no jardim, a tarde estava bonita, como de costume tentei escrever um pouco, tinha um mistério e ideias ótimas para uma pequena história do que poderia significar os acontecimentos da noite. Engraçado, nada do que eu escrevia ficava realmente bom pra mim, passei o resto do dia escrevendo e reescrevendo tentativas de fazer eu própria me impressionar, as ótimas ideias não pareciam tão boas no papel. De repente eu percebi que tudo o que eu estava pensando e escrevendo podia realmente ter acontecido, eu poderia ter saído de casa pela janela, poderia ter andado na rua, ido em lugares que nem podia imaginar. Isso era o que sempre me preocupou, não só a mim, mas a todos da mansão. Lembrei, eu tinha feito, sim, tinha feito uma carta para meu anjo protetor, eu sempre fazia isso quando sentia um medo grande e fiz isso no dia que escutei Madame Lúcia comentando com os demais que eu teria tentado abrir a porta e sair por ai noite adentro, de tão preocupada ela todas as noites tirava a chave da fechadura.

A carta:

"Querido Anjo, será que podes tomar conta de mim a noite, para que nada de ruim possa acontecer que meu corpo não faça o que minha mente saiba que não é seguro. Controle-me. Antes que eu vá até o perigo me leve com você, me leve até a sua morada."

Procurei a carta entre muitas guardadas na tábua solta atrás da escrivaninha, muitas coisas pessoais eu escondia lá. Quando a encontrei meu coração não conseguia se decidir entre sentir o alivio ou a apreensão, mas ele bateu tão forte que eu conseguiria senti-lo em todas as partes do meu corpo. Estava lá, em letras brilhantemente douradas.

A resposta:

"Espero que goste de andar nas nuvens".


Ana Gabriela